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sexta-feira, 9 de agosto de 2024

3 de junho

Acordei cedo no dia do encontro, marquei longe de casa. Saí rumo ao ferry boat. O mar estava revolto. Apenas pus meu fone no volume máximo e curti o tempo frio. Cheguei do outro lado e peguei o ônibus direto para a cidade dela. Cheguei às 10h, ela já me esperava.
Nos abraçamos por um tempo, eu senti seu cheiro e suspirei aliviado, o cheiro era uma coisa importante pra mim e eu havia amado o cheiro dela. Soltamos do abraço e já nos beijamos. Havia uma urgência em nossas bocas, afastadas por tantas centenas de quilômetros todo esse tempo.
Não nos demoramos na cidade, pegamos um táxi direto à praia, a cerca de 30 km do município. Quando chegamos, fomos a uma loja, pois eu havia esquecido de comprar sunga. A vendedora pensou que éramos marido e mulher, apesar de estarmos separados, sem beijos nem mãos dadas. É que havia uma sintonia notória. Ela me ajudou a escolher a sunga. "Verde não", disse.
Fui de preto, o básico sempre funcionou bem. Dali seguimos para a praia. Pensamos em parar em um restaurante, mas seguimos caminhando. Dessa vez, de mãos dadas, como jovens namorados. Fazia frio, não era um dia chuvoso, então nos encostamos mais. A praia estava completamente deserta. A conversa fluía em diversos assuntos, como fora desde que demos match. Era lindo, com nuvens e tudo. A certa altura da caminhada, estávamos longe da civilização. Ela sugeriu sentarmos ali. Preparada, trouxe uma canga, que entendeu sobre a areia. Sentamos ali, onde trocamos beijos mais intensos. Rapidamente nossas respirações ficaram mais pesadas, com o aumento do desejo, mas ainda era cedo. Então resolvemos dar um mergulho, amenizar o calor dos corpos.
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